quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu não sou assim ...



Eu não queria estar me sentindo assim, os dias passam e eu me perco na minha solidão. Como? Eu não sei. Várias vezes conheço novas pessoas, mas algo não se encaixa. Eu não me senti preenchida como me sentia no passado. Agora eu vejo a importância de ter bons amigos, amigos verdadeiros, de ter um porto seguro, alguém que não me abandone, alguém com quem compartilhar todas as alegrias, todos os medos, todas as tristezas. A cada dia eu me sinto mais perdida, no meio de tanta gente. Pego-me olhando a minha volta, e procurando alguém semelhante a mim, sem conseguir achar. Olho a minha volta e vejo rostos, vejo corpos, não vejo mais almas. Sinto falta dos tempos em que as pessoas davam valor umas as outras, sentiam medo, alegria e tristeza juntas umas com as outras. Sinto saudade do tempo em que os pais paravam e perguntavam aos seus filhos, como estava, como estava a escola. Sinto saudade do tempo, em que viver era uma aventura, era descobrir, que viver era bom. Sinto falta de todo esse tempo que nunca tive. Sinto falta dos amigos que nunca tive, dos filmes que nunca vi, dos momentos com a família, que nunca fizeram parte da minha vida. Sinto saudades de muitos momentos que eu não soube aproveitar, sinto saudades de mim, da pessoa que eu era, sinto saudades da minha ingenuidade quanto a vida, saudades dos meus medos bobos, dos meus momentos de fantasias, dos quais hoje acordei. Já sei o quão difícil é viver, mas, acredito, que ainda existam amigos verdadeiros, que ainda existam pais que se dedicam aos filhos, que ainda existam contos de fadas em algum lugar, com poder, esperança e força suficiente para se tornarem reais. Eu acredito para não cair no abismo de desesperança que a vida me mostra. O meu caminho continua.Os meus sonhos podem ser reais. A minha luta pode não ser em vão, apenas devo seguir, e tentar.

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